Quando eu morrer
não perguntem
de que roupa gostava mais
nunca fui muito de roupas
eu era mais livros, quadros,
e cores musicais
nada que se metesse num caixão.
Quem me lavar
embrulhe-me depois num lençol
branco, limpo
sem arrebiques
que eu nunca fui de arrebicar
e deitem-me no caixão
madeira pobre que descerá à terra
com a tampa bem fechada
para a ocasião.
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