Começar pelo título, Indícios.
Isto é, começos e não definições conclusivas. Aberturas de pensamento na consciência que temos deles, nós seres pensantes entregues aos impulsos que o inconsciente impõe. Na bela capa negra o rasgão de luz que uma janela abre, mas ainda assim impede que se fuja, porque o Nuno lhe desenhou um gradeado fino, e com ligeira sombra, apenas perceptível.. Mas está lá, tem uma função, a de não deixar que se esqueça a sombra. A sombra é a realidade, como diz noutro sítio, ou como diria Platão é a única realidade que nos é dado conhecer. À pura ideia do real não se consegue chegar, menos ainda à nossa consciência de um Deus criador de que falamos, como aqui se vai falando com grande desconfiança. Existe? Fomos criados por Ele? Se existe por que não se mostra ultrapassando as coisas de que se compõe, o mundo que nos rodeia, as sombras...
Deus, essa grande parede na qual embatemos sem poder ir mais além mais longe, para lá do espelho que nos devolve um real invertido. Disse eu sou aquele que é. E o que é ser isso, é ser o Todo que nos escapa? E por que razão temos imbuído no nosso pensamento essa palavra, Deus? E a seguir o adjectivo, Criador? De um Todo que abarca o Céu e a Terra. Ler a Bíblia ajuda.
Por aqui teremos que caminhar.
(CONTINUA)