Pedro Chorão.
Tanto azul
tanta luz sobre a tela
que resolveu pintar
e que as ondas invadem
batendo contra as rochas
que ele retirou do mar...
É o seu dia de anos
mais um que ele agradece
ao tempo que é o seu
cores de celebrar...
Pedro Chorão.
Tanto azul
tanta luz sobre a tela
que resolveu pintar
e que as ondas invadem
batendo contra as rochas
que ele retirou do mar...
É o seu dia de anos
mais um que ele agradece
ao tempo que é o seu
cores de celebrar...
Acordei de madrugada
abri a luz
fiquei a olhar o quadro
na sua nova moldura
mais leve e mais clara
a pintura com a mancha
avermelhada
de um coração batendo
em busca da sua forma
a forma antiga do tempo
do amor da sua amada
Por ser desenho torna-se mais leve e misterioso o traço que sugere um caminho, o que seria impossível num quadro a óleo, de um Salvador Dali, por exemplo. Dali é muito explícito, Perez conserva uma discreta subtileza que atrai e nos obriga a pensar.
Em que se pensa, meditando sobre este desenho? Nos percursos da morte, que se calhar não decidimos, como não decidimos da vida.
O fumo que sai da boca do corpo estendido é uma futura árvore ou um sopro de futura vida?
CARTA A UM JOVEM
Não te iludas
o mundo não começou
quando nasceste
nem acabará
quando morreres.
O mundo é um sem fim
um infinito
de formas variadas
algumas serão deus
tu és um grão de areia
que se perde
na onda mais profunda