Sunday, March 11, 2012
Saturday, February 11, 2012
Perejaume:Os Lugares da Pintura
Tal como fiz com Arnau Pons, apresentarei aqui algumas versões dos seus poemas, esperando a benévola reacção dos meus leitores.
Traduzir é como se sabe, parcialmente trair, mas a quem ama a poesia tudo deve ser perdoado!
A GRANDE COLHEITA
Na casa, o fogo faz arder portas falsas.
Fundem-se pouco a pouco na dôr,
Sobre a folhagem luz a serrania,
da talha, o acanto luminoso que faz ondular
Thursday, February 02, 2012
Arnau Pons : a palavra que ofusca
JUNTO À LUZ
que fracturada vem do alto
com débil ferocidade:
a neve que entre- dois-
crepúsculos trocava blafésmias,
bem nossa
é a palavra que ali se acrescenta,
e sem chama, os alvos,
quando lembranças não desejadas trazem dor,
os tão calados,
de súbito
caem
aqui.
Então será preciso suspender o cansaço
por horas, solidão.
( neige-en-dedans blancheur
occultée
où tourne le témoin
JEAN DAIVE)
ARNAU PONS : a palavra que ofusca
NOITES QUE FABRICAS, rigorosas;
as mãos na
clara-sementeira das centáureas
o sangue derramado exposto
ao vento,
Tantas estrelas quantas podes abarcar,
tanto negrume de nuvens, tantos
desastres de chuva, as imagens do mundo
destituídas,
tudo isto se abre,
decresce
extingue-se apenas
dentro da cesura, um corte
de miséria com
os tenros anos no cardal,
de novembro a novembro,
dentro das gaiolas,
como os tão vãos
ofiúros da videira, com a dormideira,
junto aos duplos reinos:
entre os dedos toda
aquela escuridão que estagna, eterna;
mais nada.
ARNAU PONS : a palavra que ofusca
O NOME DO ARCO és tu;
a sua flecha,
uma foice negra.
Lança-a para o alto:
leva consigo, cravado no coração,
um fruto por morder –
-ceifado.
ARNAU PONS : a palavra que ofusca
CHEGAS, acreditas, ao fim,
que a água obtura
com a sua espectral maneira
do não dizer,
e lanças-te aí
para respirar a falta de ar,
fendida pelos vivos
tremores da emanação concêntrica
formada dentro de ti. Então voltas ao barro;
sobre os seixos crescem
os flocos de ninguém que lês e fazes teus.
Atravessas a hora,
a cicatriz gasta daquele olho;
persistes: dele extrais,
a pouco e pouco, a luz viscosa
da adormecida estrela que abandonas,
sonhando,
num ramo incertamente escrito.
Um peixe morto, desolhado,
rasteja pelo abismo, seguindo a invertida
Via Régia
rumo à promessa que quebraste.
Dois reis giram à tua volta;
és posto
fora
de todos os lugares,
e a ti mesmo te investes como rei.
Arnau Pons : a palavra que ofusca
AGARRAS-TE à voz, luz de destempo
que faz encaminhar a vida;
ninguém
se cala, todos querem escrever as trevas;
em direcção a ti, aquilo: empalidece
com lepra e neve a mão coberta,
as unhas com arcos de promessa;
rastos: que esboçam?
portas: que abraçam?
real uma só paisagem: os mudos,
arteriais, dragões alados de Medeia;
cosidas letras
estrias do céu;
sob a pele,
ficam os cadáveres das palavras;
uma poça de sangue abafa no escuro
um grito;
subitamente ergues os olhos
para a escória.
ARNAU PONS : a palavra que ofusca
Saturday, December 17, 2011
Eduardo Lourenço, Prémio Pessoa 2011
Thursday, December 15, 2011
Rui Zink

De Rui Zink, mesmo a tempo do Natal:
Friday, November 25, 2011
Outonais
Tuesday, September 27, 2011
Helder Macedo, A Poesia é de Sempre
Foi lançado o novo livro de Helder Macedo, com poemas novos e velhos, segundo o título e a indicação das datas: mas não há tempo certo na palavra poética, só infinita e universal duração..Friday, September 23, 2011
Um Adeus para José Niza
Sunday, July 10, 2011
Alexandre Delgado,A Rainha Louca

Friday, June 24, 2011
AS LUZES DE TERESA HORTA

MÁRIO QUINTANA
Sunday, March 13, 2011
Cristina Branco

Wednesday, March 02, 2011
A Noite Abre Meus Olhos
